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Grávida alega que foi obrigada a descer de ônibus na BR-101 mesmo passando mal

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Por FURO31

Gravida é obrigada a descer do ônibus da Expresso Brasileiro (Foto: Reprodução/Internet)


Uma mulher grávida de 9 meses afirma que foi obrigada a descer do ônibus da empresa Expresso Brasileiro na margem da BR-101, trecho que liga Itabela a Eunápolis na última terça-feira (22), mesmo passando mal. A gestante, Cristiane Silva Araujo de 22 anos, alega que pediu para o cobrador acorda-lá quando chegasse a Itabela porque ela estava sobre efeito de medicamento, mas ele só lembrou quilômetros depois de onde deveria descer e a obrigou a sair do veículo. Indignada ela procurou a delegacia de Guaratinga para registrar o boletim de ocorrência por danos morais e falta de prestação de serviço.

Ao FURO31, Cristiane contou que viajava para um exame pré-natal, mas passou mal durante a viajem e tomou um medicamento. “Eu entrei no ônibus no povoado de Monte Alegre. Quando chegou em Guaratinga, passei muito mal,  tomei um remédio, comprei uma passagem para Itabela e avisei ao cobrador que desceria na rodoviária, pois estava indo para o médico fazer uma consulta pré-natal. Então, acabei dormindo. Quando o ônibus já tinha passado de Itabela, o cobrador me acordou para cobrar a passagem para Eunápolis e disse para eu pagar ou eu ficaria na estrada. Eu comecei a chorar e tive que descer na beira da estrada”, declarou.

A gestante, disse ainda que só chegou a Itabela após um homem lhe dar uma carona. “Eu sentei perto da pista porque estava nervosa e comecei a sentir dores. Um homem estava passando de carro, percebeu meu desespero e me ofereceu carona até Itabela. Espero que isso não se repita com outras pessoas”, argumentou.

Caso foi registrado na  Delegacia Municipal de Guaratinga. (Foto: Arquivo/FURO31)

A nossa reportagem consultou dois profissionais do ordenamento jurídico, segundo eles o caso se enquadra no artigo 1º, inciso III da Constituição Brasileira que trata da dignidade da pessoa humana e dentre os princípios da relação de consumo previstos no código de defesa de consumidor, lei federal 8.078/90 . “Se ela não tivesse avisado ao cobrador, que estava passando mal, ele poderia pedir para descer do veículo. Mas como ela avisou que estava sobre efeito de medicamento e que estava grávida, ele não podia obriga-lá a descer do ônibus. Eles teriam que leva-lá até outra cidade e buscar embarca-lá em outro ônibus para Itabela”, contou um dos profissionais de direito.

O FURO31, tentou contato por telefone com a empresa Expresso Brasileiro em Eunápolis e com a agência da empresa em Guaratinga, mas não conseguimos falar com ninguém. Tentamos localizar o cobrador citado, mas não conseguimos encontra-lo. O FURO31 esclarece que esta aberto o espaço para o direito de resposta dos citados.

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