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Os 14 anos do Revolution Reggae e a resistência do povo negro são pautas da III Semana Negra de Coité

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Por FURO31, Adson Rodrigues

Nesta terça-feira (21) a III Semana Negra de Conceição do Coité debateu sobre o Revolution Reggae, e a luta e resistência do povo negro.  Seminário, apresentação teatral e mesa de interlocução tratou sobre o tema no Centro Cultural e no Colégio Antônio Bahia.


Durante a tarde, aconteceu no auditório do Centro Cultural o seminário que tratou dos 14 anos de vida, luta e resistência da Associação Cultural e Beneficente Revolution Reggae, entidade de estrutura popular, criada em 2003, movida pelo reggae e pelo ideal exaltado em suas melodias e letras, bem como pela necessidade de se incluir e integrar o reggae e os moradores das comunidades em diversos espaços sociais.

O presidente do Revolution, Calos Castro Lima, se mostrou contente em a associação conquistar mais um espaço social e lembrou que a luta pelo preconceito tem que ser diário. “Nós estamos com 14 anos de luta e sabemos que não é somente no dia 20 de novembro que devemos ser conscientes com os negros, isso tem que ser cotidiano”, argumentou.

Estiveram compondo a mesa do seminário o Vereador Danilo; Léo da Sintracal; Saulo Cardoso, coordenador do CEPECC, Margarida Gome, diretora do Colégio Polivalente; a Miss Beleza Black 2016 e integrantes do Revolution.

A noite, a programação continuou no Colégio Antônio Bahia com a apresentação do grupo de teatro Quaisquer Fulanos com a peça Navio Negreiro. Logo após aconteceu uma mesa sobre o tema 20 de novembro: Memória – Luta e resistência. O debate aconteceu com a participação da produtora cultural negra, Jussara Santana; o cantor negro, Camafeu Tauá; Xande Revolution; o coordenador nacional da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN) Gilberto Leal; e o estudante de Ciências Sociais da UFBS, Eucimar Freitas.

A história de luta e resistência foi lembrada pelo coordenador do CONEN, que explicou porque a comunidade negra não comemora o dia 13 de maio, e sim o 20 de novembro. “No Brasil colônia os negros resistiram a exploração, exemplo foi o quilombo dos palmares liderado por Zumbi, por isso o movimento negro da Bahia celebra o 20 de novembro como dia nacional da consciência negra e nega o 13 de maio porque essa data foi um grande golpe a população negra”, destacou.

A programação da Semana Negra de Coité continua nesta quarta-feira (22) a partir das 15 horas, no Centro Cultural. O evento tem o patrocínio da SEPROMI – Governo do Estado da Bahia e a realização do CONNEC, conselho formado por entidades da Sociedade Civil Organizada (Revolution Reggae, o CPECC, a Associação Quilombola do Maracujá, Coletivos Culturais, SINTRAF-Coité); o Conselho Municipal de Cultura; o Poder Público (nas três esferas do poder municipal); representação da comunidade escolar, a UNEB (Campus XIV); e algumas entidade privadas (comprometidas com a causa negra).

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