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Profissionais da educação aprovam continuidade da greve em Guaratinga

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Profissionais da educação aprovam continuidade da greve em Guaratinga (Foto: Adson Rodrigues/FURO31)

Os profissionais da educação de Guaratinga aprovaram na manhã desta terça-feira (17) a continuidade da greve na rede municipal de ensino, iniciada ontem pela categoria. A decisão vem após a liminar do tribunal de justiça considerar a greve abusiva e determinar que os servidores retornem imediatamente ao trabalho, sob multa diária de R$ 5 mil ao sindicato e o desconto dos dias não trabalhados de todos os servidores paralisados.


De acordo com o presidente da APLB, Orlandi Cabral, é a categoria que tem que decidir se volta ou não as atividades. “Quem deliberou a greve foi os profissionais da educação. Então, essa mesma categoria que delibera o retorno ou não. Ouvimos um comunicado da prefeitura solicitando o retorno da categoria, mas prefeito e secretário nenhum tem poder de acabar com uma greve”, disse.

Servidores se reuniram na frente da secretaria de educação (Foto: Adson Rodrigues/FURO31)

Ainda segundo a categoria, a greve continua com várias mobilizações durante a semana. “Vamos manter a greve e as mobilizações. Amanhã vamos para a câmara de vereadores, na quinta vamos para prefeitura e na sexta faremos uma avaliação para a próxima semana. Nossa luta continua. Não vamos abrir mão do nosso reajuste salarial de 12,84% e a busca também do reajuste dos profissionais de apoio, melhorias no transporte e merenda escolar”, informou.

Ao FURO31, o presidente do sindicato disse que é mentira a gestão dizer que os professores recebem acima do piso. “O piso nacional do magistério de R$2.886,24 é para início de carreira. Existe servidor sim que recebe esse R$ 7 mil, mas é porque tem anos de serviço e tem percentuais adicionados de acordo com o plano de carreira do município. Eles estão pegando casos isolados de profissionais que estão em final de carreira. Mas é uma inverdade quando a gestão diz que todos os profissionais com 40 horas recebem esse valor”, justificou Orlandi.

Servidores se reuniram na frente da secretaria de educação (Foto: Adson Rodrigues/FURO31)

Após a assembleia, os servidores se dirigiram para a frente secretaria de educação segurando faixas e discursaram em carro de som até por volta das 11 da manhã.

Nossa reportagem procurou Gledson Santos assessor administrativo da secretaria de educação, mas até o momento não tivemos uma resposta.

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