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JUSTIÇA

Acusado de matar o cantor Jô Xavier será julgado nesta quarta-feira (17) em Itabela

Réu responde por homicídio qualificado pela morte do artista itabelense, ocorrida em abril de 2025.
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Cantor Josemar Xavier Pereira, de 38 anos, mais conhecido como “Jô da Bandalana”

O homem acusado de matar o cantor itabelense Josemar Pereira Xavier, conhecido como Jô Xavier, será julgado pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira (17), no Fórum da Comarca de Itabela. O caso provocou grande comoção na cidade e entra agora em uma fase decisiva. Enquanto isso, familiares da vítima aguardam uma resposta da Justiça.


Jô Xavier tinha 38 anos quando morreu. O crime aconteceu na noite de 27 de abril de 2025, após uma discussão em um bar localizado no cruzamento das ruas Getúlio Vargas e Doutor Talma, no bairro Bandeirantes, em Itabela.

Segundo testemunhas, o desentendimento teria começado por questões envolvendo a ex-companheira do suspeito. Na época, ela mantinha um relacionamento com o cantor.

Paulo César Santos, de 37 anos, ex-guarda civil municipal, acusado de matar o cantor Jô Xavier

De acordo com a Polícia Civil, Paulo César Santos, de 37 anos, ex-guarda civil municipal, tornou-se o principal suspeito do crime. Após os disparos, ele deixou o local em um veículo, conforme relataram moradores da região.

Além disso, peritos encontraram três estojos de munição calibre .380 próximos ao corpo da vítima. O material passou a integrar as provas reunidas durante a investigação.

Assassinato do cantor Jô Xavier aconteceu após um desentendimento em um estabelecimento comercial de Itabela.

Justiça levou acusado a júri popular

Com o avanço das investigações, o Ministério Público da Bahia denunciou o suspeito por homicídio qualificado.

Posteriormente, a Justiça analisou o caso e identificou indícios suficientes de autoria e materialidade. Por isso, determinou que o réu fosse submetido ao Tribunal do Júri.

No entanto, a defesa apresentou recursos contra a decisão. Mesmo assim, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) manteve o entendimento e confirmou o julgamento popular.

Às vésperas do julgamento, familiares de Jô Xavier afirmaram estar confiantes no trabalho da Justiça. Para eles, a sessão representa um momento importante após mais de um ano de espera.

“A nossa expectativa é que este julgamento seja marcado pela justiça. Desde o dia em que perdemos Jô, nossa família convive diariamente com a dor da saudade e com a ausência de uma pessoa que era muito amada por todos”, declarou Paulo Júnior, irmão da vítima.

Por fim, a sessão do Tribunal do Júri deve reunir representantes do Ministério Público, advogados de defesa, testemunhas e familiares. Após os debates entre acusação e defesa, os jurados decidirão pela condenação ou absolvição do acusado.

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