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Cinomose: saiba como age e como prevenir doença que tem aumentado entre cães em Guaratinga

Centro Veterinário de Itabela registra casos de cinomose em cães vindos de Guaratinga; veterinária Giulyane Martins explica sintomas e formas de prevenção
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Quem tem cachorro precisa redobrar os cuidados em Guaratinga. O município registra aumento nos casos de cinomose, segundo a médica veterinária Giulyane Martins. A doença é altamente contagiosa, pode ser fatal para o animal, mas não é transmitida para humanos.


“A sinomose é uma infecção viral que acomete os cães de todas as idades. Ela é uma doença altamente transmissível de cão para cão, mas não é uma zoonose, então não pega na gente. Mas é uma doença que a gente considera muito grave, porque ela tem uma alta taxa de mortalidade, mesmo nos animais que são tratados”, explica a veterinária.

No Centro Veterinário de Itabela, há uma sequência de casos de cinomose em cães vindos de Guaratinga. A situação não é considerada um surto, mas acende um alerta.

“Não, não acho que é um surto, mas é uma doença comum, é uma doença que sempre vem em ondas. Então, toda vez que eu recebo animais em sequência com a mesma doença, de uma mesma localidade, nesse caso Guaratinga, é um motivo para a gente acender um alerta na população”, afirma.

Médica veterinária Giulyane Martins orienta sobre sintomas e prevenção da cinomose em cães. (Foto: Reprodução)

A transmissão é fácil e pode acontecer de forma direta ou indireta, o que aumenta o risco até para animais que não têm contato com outros cães.

“A transmissão ocorre através do contato direto de cão para cão, mas também através do contato com a secreção de um animal. Então, urina, secreção ocular, secreção nasal. Então, o contato pode ser tanto direto quanto indireto através das secreções”, detalha.

Os sintomas podem começar de forma leve e evoluir rapidamente. Como se trata de uma infecção viral, cada animal pode reagir de maneira diferente, o que exige atenção dos tutores.

“Esse animal pode ter sintomas gastrointestinais simples, como vômito, diarreia, falta de apetite, febre. E evolui para o quadro mais clássico, que é uma secreção ocular purulenta, secreção nasal, incoordenação motora, fraqueza nas pernas e também convulsões”, alerta.

Diante de qualquer alteração no comportamento ou na saúde do animal, a orientação é buscar atendimento imediato. A medida também é importante para proteger outros cães da casa.

“No primeiro sinal, procura o veterinário. Se você tem mais de um cão, eu recomendo que você leve todos os cães da sua casa, porque o outro também pode estar incubando a doença”, orienta.

A principal forma de prevenção é a vacinação. O protocolo começa ainda filhote, com doses em sequência, e deve ser reforçado anualmente. Cães adultos também podem iniciar a imunização a qualquer momento.

“O protocolo vacinal começa aos 45 dias de vida e são feitas 4 doses com intervalo de 21 a 30 dias. Depois da quarta dose é que a gente considera esse animal imunizado. Agora, se você já tem um animal adulto e ele não tomou vacina quando era filhote, não tem problema, você pode começar o protocolo com ele adulto”, explica.

Durante o período de vacinação, filhotes não devem sair para a rua. E mesmo cães adultos vacinados precisam evitar passeios nesse período, já que podem levar o vírus para dentro de casa.

A recomendação é manter a vacinação em dia e evitar a exposição de animais não imunizados. A prevenção é simples e pode salvar vidas.

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