
A ENGIE Brasil Energia iniciou uma nova etapa das obras do Sistema de Transmissão Asa Branca, empreendimento considerado estratégico para o fortalecimento do Sistema Interligado Nacional (SIN). Com a emissão da Licença de Instalação pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a companhia deu início à implantação do trecho entre as subestações Poções III, na Bahia, e Viana 2, no Espírito Santo.
O novo segmento contará com aproximadamente 666 quilômetros de linhas de transmissão e incluirá a ampliação de subestações associadas nos estados da Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo. O projeto foi estruturado para ampliar a capacidade de escoamento da energia gerada por fontes renováveis entre as regiões Nordeste e Sudeste, diante do crescimento da produção energética e da necessidade de reforço da infraestrutura existente.
As obras serão executadas simultaneamente em três subtrechos: Poções III–Medeiros Neto II, com 316 quilômetros; Medeiros Neto II–João Neiva 2, com 274 quilômetros; e João Neiva 2–Viana 2, com 76 quilômetros.
Ao todo, o empreendimento atravessará 37 municípios, sendo 16 na Bahia, 16 no Espírito Santo e cinco em Minas Gerais. No território baiano, a linha passará pelos municípios de Poções, Planalto, Itapetinga, Medeiros Neto, Caatiba, Caravelas, Guaratinga, Ibirapuã, Itambé, Itanhém, Jucuruçu, Lajedão, Macarani, Maiquinique, Mucuri e Vereda.
Investimento de R$ 2,67 bilhões
O Sistema de Transmissão Asa Branca foi conquistado pela ENGIE no Leilão de Transmissão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), em junho de 2023. O investimento previsto para a implantação do novo trecho é de R$ 2,67 bilhões.
Segundo a empresa, a obra deverá gerar cerca de 4 mil empregos diretos ao longo da fase de construção, contribuindo para a movimentação econômica e o desenvolvimento regional nos municípios envolvidos.
De acordo com a ENGIE, a implantação do projeto será acompanhada por programas e planos voltados à gestão socioambiental, ao relacionamento com as comunidades e à mitigação de possíveis impactos ambientais e sociais.
O licenciamento ambiental do trecho Poções III–Viana 2 é conduzido pelo Ibama, e o empreendimento possui Declaração de Utilidade Pública (DUP).
Para o diretor de Implantação da ENGIE Brasil Energia, Paulo Henrique Muller, o projeto segue os padrões adotados pela companhia em seus empreendimentos.
“Os projetos da ENGIE são conduzidos com elevados padrões de qualidade, saúde, segurança e responsabilidade socioambiental. Além de fortalecer a infraestrutura energética nacional, buscamos atuar de forma próxima às comunidades, promovendo diálogo, geração de emprego, desenvolvimento regional e respeito ambiental”, afirmou.
Expansão da atuação em transmissão de energia
Com o avanço do Sistema de Transmissão Asa Branca, a ENGIE amplia sua presença no segmento de transmissão de energia elétrica no país. Atualmente, a companhia opera mais de 3,2 mil quilômetros de linhas de transmissão, distribuídos em empreendimentos localizados nos estados do Paraná, Tocantins, Pará, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia.
Além da estrutura já em operação, a empresa possui aproximadamente 1,4 mil quilômetros de linhas em implantação, incluindo cerca de 732 quilômetros do Sistema de Transmissão Graúna e os 666 quilômetros do novo trecho do Sistema de Transmissão Asa Branca, reforçando a infraestrutura necessária para a integração e o transporte da energia renovável produzida no Brasil.


