
Márcio Silva dos Santos, de 34 anos, morreu no início da tarde desta segunda-feira (13), no Hospital Regional Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro. Ele estava internado desde sábado (11), quando sofreu um atentado a tiros no estacionamento de um complexo de lazer, na Praia de Taperapuã, na Orla Norte da cidade.
O ataque aconteceu nas proximidades das barracas Axé Moi e Veleiros e provocou momentos de pânico entre os frequentadores da praia. Na ocasião, Márcio estava acompanhado da companheira e de uma criança quando um criminoso se aproximou e efetuou diversos disparos. Apesar da correria, ninguém além da vítima ficou ferido.
Mesmo baleado, Márcio conseguiu sair do Hyundai Santa Fé que dirigia e correu para o interior do estabelecimento em busca de abrigo. Em seguida, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestaram os primeiros socorros e o encaminharam ao hospital.
Márcio sofreu mais de sete perfurações por arma de fogo, passou por cirurgia e permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O quadro clínico era grave. Os médicos mantiveram o paciente intubado e em coma induzido, mas ele não resistiu aos ferimentos.
Segundo a Polícia Civil, um ou dois criminosos participaram do ataque. Inicialmente, a vítima informou que um dos suspeitos era um homem negro, com aproximadamente 1,75 metro de altura, cabelo crespo e roupas pretas. Após os disparos, os autores fugiram e ainda não foram localizados.
Investigação
Durante a perícia, os investigadores encontraram diversas marcas de tiros na lataria e nos vidros do veículo. Além disso, recolheram três estojos de munição calibre 9 milímetros no local do crime.
A gerência do estabelecimento informou que as câmeras voltadas para o estacionamento estavam inoperantes. Mesmo assim, a polícia apreendeu os equipamentos de gravação para análise pericial.
Ainda durante as diligências, os policiais identificaram indícios de irregularidades na documentação apresentada por Márcio. Eles apreenderam uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com sinais de falsificação, além de celulares e outros materiais considerados importantes para a investigação.
Com a morte da vítima, a Polícia Civil reclassificou o inquérito para homicídio consumado. Agora, os investigadores trabalham para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.