
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), a Operação Libertatis em Eunápolis. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa investigada por envolvimento em sequestros, homicídios, torturas, cárcere privado, extorsões e ocultação de cadáver.
A Delegacia Territorial de Eunápolis coordenou a operação. Além disso, participaram equipes da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), do Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (Neam), do GATTI Descobrimento e de unidades da Polícia Militar da Bahia.
Entre os grupos que deram apoio à ação estão a Rondesp Extremo Sul, a CIPE Mata Atlântica, a CIPE Cacaueira e guarnições do 28º Batalhão da Polícia Militar.
Caso começou após sequestro de motorista por aplicativo

As investigações começaram após o resgate de um motorista por aplicativo, de 33 anos, vítima de sequestro, tortura, extorsão e cárcere privado.
De acordo com a Polícia Civil, os criminosos sequestraram o homem na noite de 6 de março de 2026. Na ocasião, ele havia se deslocado até o bairro Parque da Renovação para atender uma corrida.
Segundo a investigação, os suspeitos levaram a vítima para uma área de mata utilizada pela organização criminosa como um verdadeiro “tribunal do crime”. No local, o motorista permaneceu sob intenso sofrimento físico e psicológico.
Após diligências ininterruptas realizadas por investigadores da Delegacia Territorial de Eunápolis, os policiais localizaram o cativeiro e resgataram a vítima com vida.
Ainda conforme a polícia, os criminosos reagiram durante a ação. Eles efetuaram disparos contra os agentes e conseguiram fugir por uma extensa área de vegetação.
A partir da identificação dos envolvidos, a Polícia Civil aprofundou as investigações e reuniu elementos que permitiram individualizar a participação de cada suspeito no caso.
Com base nas provas coletadas, os investigadores solicitaram medidas cautelares à Justiça, que autorizou os mandados cumpridos durante a Operação Libertatis.
Durante a operação, as equipes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão domiciliar. Os policiais também realizaram diligências para cumprir cinco mandados de prisão contra investigados que estavam em liberdade.

Como resultado da ação, um integrante da organização criminosa acabou preso. No entanto, outros quatro alvos não foram localizados e seguem foragidos da Justiça.
Além disso, os policiais cumpriram dois mandados de prisão no Conjunto Penal de Eunápolis. Os alvos já estavam custodiados por outros crimes, mas a investigação apontou que eles também participaram do sequestro, da tortura, da extorsão e do cárcere privado praticados contra o motorista por aplicativo.
Bairros foram alvo das diligências

As equipes cumpriram mandados nos bairros Pequi, Moisés Reis, Parque da Renovação, Juca Rosa, Centauro e Antares.
Durante as buscas, os policiais apreenderam aparelhos celulares, computadores e outros materiais considerados relevantes para a investigação.
Agora, a Polícia Civil vai encaminhar os equipamentos para perícia e análise técnica. O objetivo é identificar novas provas, localizar outros envolvidos e aprofundar a apuração de crimes atribuídos ao grupo.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento. Os trabalhos buscam localizar os quatro foragidos, identificar possíveis coautores e esclarecer outros crimes supostamente cometidos pela organização criminosa.
Segundo a corporação, a Operação Libertatis representa mais uma resposta integrada das forças de segurança pública contra o avanço das organizações criminosas no extremo sul da Bahia. A polícia também destacou que a ação reforça o compromisso das instituições com o combate aos crimes violentos e com a proteção da população.