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Rodrigo Hilbert vence a Brasil Ride Bahia 2024 na categoria Nelore

O ator enfrentou 7 dias da Ultramaratona mais importante do ciclismo mundial
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Rodrigo Hilbert vence a Brasil Ride 2024 na categoria Nelore. (Foto: Brasil Ride)

O ator e ‘faz-tudo’ Rodrigo Hilbert esteve nos últimos dias em Guaratinga e Arraial d’Ajuda (Porto Seguro) para a Brasil Ride Bahia 2024, uma Ultramaratona que, em 7 dias, transpõe quase 600 km e 10 mil metros de altimetria acumulada. E venceu! Competindo junto com o amigo e atleta do ciclismo Rodrigo Barreto, a dupla chegou ao lugar mais alto do pódio na categoria Nelore para competidores acima de 90kg neste domingo, 27 de outubro.


Mas para quem acha que a conquista foi fácil, se engana. Houve disputa e obstáculos para chegar lá. O marido de Fernanda Lima explica que a vitória foi cravada somente no último dia, quando a dupla adversária passou pela linha de chegada com mais de 40 segundos de diferença – o que era necessário para garantir o triunfo. Hilbert falou sobre a disputa com os segundos lugares Luiz Perrella e Bruno Alaite, e também sobre como foi viver a Brasil Ride, depois de 3 anos.

“O Perrela é um grande irmão, o Bruno também. Em 2021 – minha primeira participação na Brasil Ride – fizemos a prova juntos [Perrella]. Para esse ano, não conseguimos encaixar a dupla. Aí eu fui buscar um cara lá em Santa Catarina, que mora e trabalha perto da cidade onde vivi. Começamos a maratona de forma despretensiosa”, comentou.

Barreto é um atleta de speed, mas mesmo sendo de outra categoria, conseguiu se firmar na Ultramaratona. “Ele é de bike de estrada, anda muito e tem uma tocada incrível. Durante a prova ele foi pegando a manha”, declarou o ator.

Dificuldades – Rodrigo Hilbert cita a segunda etapa da prova – uma das mais longas –, e que sai de Arraial d’Ajuda, sentido Guaratinga – uma pequena cidade do interior, há cerca de 120 km – a mais dura para a dupla. Na ida, a chuva, lama e a grande distância castigou os mais de 500 atletas e levou à desistência de alguns. Rodrigo Barreto, por pouco não entrou nessa estatística.

“No segundo dia ele teve um problema, não sei o que aconteceu, porque ele tinha calafrios, os dedos entortaram. A gente teve que parar para poder recuperar e foi se arrastando até o final. Tomamos quase 45 minutos, mas fomos tirando devagarinho, etapa por etapa, até essa última”, salientou Hilbert.

Na ocasião, com a convalescência do amigo e parceiro, Hilbert foi o responsável por levar, não só a sua bicicleta, mas a do companheiro e caminhar. E, segundo o regulamento da Brasil Ride, em qualquer categoria dupla ou trio, é necessário que a passagem pelos pontos de cronometragem seja feita com diferença máxima de dois minutos, então não existe o ‘abandonar o companheiro’ e, até por isso, há o entendimento das transformações que moldam os atletas participantes.

“Meu parceiro estava quebrado, eu tendo que empurrar a bicicleta dele, mas a gente não desistiu, ele não desistiu. Foi muito guerreiro, conseguiu, ele tinha febre mas conseguiu chegar até o final”, comentou.

A prova – A palavra que resume a Brasil Ride é superação. Para além das lutas travadas com o tempo, com o clima e com os adversários, a maior delas é do atleta consigo mesmo e com o mental. E isso não é sobre ganhar ou perder, ser campeão ou não. É sobre se conhecer. A Brasil Ride é uma etapa na vida, uma experiência épica. No sábado, na linha de chegada, Hilbert falou dessas provações pela qual todos os competidores passaram.
“Todo mundo que está aqui e finalizou essa prova, merece muito, assim, porque não é fácil. Poucos conseguem, poucos. A lama, chuva e barro grosso travavam as rodas da bicicleta e ela não andava”, refletiu. Depois teve o sol escaldante, as etapas rápidas, mas nada disso tirou o brilho e a vontade de ganhar. Por fim, o lugar mais alto do pódio foi para a dupla.

Rodrigo Barreto também falou sobre a emoção de viver a Brasil Ride. “Eu sou viciado em bicicleta, e nessa mistura multicultural, que só o Brasil tem. Pedalo há muito tempo e o sentimento que tenho da Ultramaratona é de que ela toca em cada pontinho da gente, seja atleta, colaborador, ou de quem vem aqui para assistir. Eu convido a todos que venham para a Brasil Ride para entender e sentir o que é ser Brasil Ride. Para ver exemplos de respeito, humildade, hombridade, e amor. Isso aqui é muita, é muita emoção. É surreal o que a gente vive aqui dentro. É épico!” ressaltou.


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