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O Sindicombustíveis Bahia alerta que os preços dos combustíveis subiram na Bahia devido ao conflito no Oriente Médio. Consequentemente, o barril de petróleo ultrapassou US$ 115, aumentando a pressão sobre os derivados no Brasil. Na Bahia, a Acelen opera a Refinaria de Mataripe e usa a Paridade de Preço Internacional para definir os valores.


Desde o início do conflito, a Acelen aumentou o diesel em R$ 2,38 e a gasolina em R$ 1,39 para as distribuidoras. Por isso, o Sindicombustíveis Bahia destaca que os postos pouco influenciam o preço final. Eles apenas repassam os valores praticados pelas distribuidoras.

Além disso, o sindicato reforça que toda a cadeia de comercialização deve se envolver para reduzir os impactos sobre a população. Autoridades, Petrobras, refinarias privadas, importadores, distribuidoras e postos precisam dialogar e buscar soluções conjuntas.

A oferta de diesel também diminuiu. A redução na disponibilidade e a alta do preço internacional dificultam a importação, que corresponde a cerca de 25% do abastecimento na Bahia.

O aumento recente trouxe outro problema: muitos postos enfrentam limitações de crédito junto às distribuidoras. Com os preços mais altos, eles não conseguem comprar os volumes habituais, o que força o repasse aos consumidores.

Portanto, o Sindicombustíveis Bahia reforça que o engajamento de todos os agentes econômicos é essencial para minimizar os efeitos sobre os consumidores.