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Julgamento dos acusados de matar casal a tiros em fazenda de Guaratinga é suspenso por falta de júri

Uma outra data será agendada para o julgamento
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Julgamento dos acusados de matar casal em fazenda a tiros em Guaratinga é suspenso por falta de júri (Foto: Divulgação/Redes Sociais)

O julgamento de cinco acusados de matar a tiros o casal Fabrício Trevizani e Marycélia Silva Bobbio que estava marcado para iniciar nesta terça-feira (13) no Fórum Valentim Ferreira em Guaratinga foi suspendo devido à falta de pessoas necessárias para a instauração do júri popular.


Os acusados chegaram ao fórum escoltados pela polícia e foram recebidos com gritos e pedidos da justiça dos familiares das vítimas. Entre os acusados estão, a ex-mulher de Fabrício, Daniela Pinho de Souza, o namorado dela, Jônatas da Silva Teixeira, e os comparsas Taniro Francisco Ribeiro, Eferson Queiros Santos e Eric Reis. Esta seria a primeira vez que os réus seriam julgados pelo crime.

O juiz Roberto Freitas encerrou a sessão após os advogados de defesa dos acusados fazerem a recusa das pessoas necessárias para a instauração do júri popular. Aonde três dos jurados convocados não comparecerem no tribunal, com o número insuficiente o juiz decidiu pela suspensão do julgamento e uma outra data será agendada.  

Julgamento dos acusados de matar casal em fazenda a tiros em Guaratinga é suspenso por falta de júri (Foto: Divulgação/Redes Sociais)

RELEMBRE O CASO

Fabrício Trevizani, de 34 anos, e Marycélia Silva Bobbio, de 24, dormiam na fazenda em que moravam, às margens da BA-283, na localidade de Guaratinga conhecida como Escadinha, quando foram surpreendidos por tiros disparados pelos assassinos da janela do quarto que dormiam.

Os criminosos teriam conseguido entrar na propriedade após fazer o caseiro refém. Também estava na casa o filho de Marycélia, na época de quatro anos, mas ele não foi ferido.

Fabrício Trevizani, de 34 anos, e Marycélia Silva Bobbio, de 24 (Foto: Divulgação/Redes Sociais)

Segundo as investigações, o duplo homicídio foi encomendado pela ex-mulher de Fabrício, Daniela Pinho de Souza, para que o filho que ela tem com a vítima pudesse ficar com todos os bens dele, já que Marycélia estava grávida. O crime teria sido executado pelo namorado da investigada, Jhonatan da Silva Teixeira, que é acusado de agir com outros quatro comparsas: Taniro Francisco Ribeiro, Eferson Queiros Santos e outro homem, que na época do crime tinha 17 anos.

O grupo está preso desde outubro de 2017, poucos dias após o crime. Desde então, os acusados foram apresentados pela polícia à imprensa, submetidos a interrogatórios e participaram de audiência de custódia. Eles estão custodiados no presídio de Teixeira de Freitas.

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