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Operação Vento Norte prende presidente da Câmara de Guaratinga e mais seis pessoas

Ordens judiciais são cumpridas nesta quarta-feira (8), nas cidades de Eunápolis e Guaratinga, no sul da Bahia. Também há ações nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
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Uma operação integrada da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado da Bahia ( MP-BA) foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (8) contra uma organização criminosa com atuação no extremo sul baiano e em outros estados do país.

Batizada de “Operação Vento Norte”, a ação cumpre mandados de prisão temporária e de busca e apreensão nas cidades de Eunápolis e Guaratinga. Ao todo, sete pessoas foram presas nos bairros Pequi, Juca Rosa e Sapucaieira, em Eunápolis, e nos bairros Centro e Novo Horizonte, em Guaratinga.

Entre os presos está o presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, Paulo Chiclete (PSD). De acordo com a polícia, ele foi alvo da operação por suposto envolvimento com o grupo criminoso Comando Vermelho, além de posse ilegal de uma pistola calibre .380 da marca Glock — a arma foi encontrada no banheiro da residência do vereador. Além do imóvel onde o armamento foi apreendido, equipes policiais também estiveram na sede da Câmara Municipal e em outros endereços vinculados ao investigado na cidade.

Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Eunápolis e Guaratinga (Foto: Polícia Civil)

Em Eunápolis, no bairro Pequi, foram presos Rafael Hupp Batista, de 31 anos, conhecido como “Bolinha”, e Thays Costa do Carmo, de 27. Segundo a polícia, os dois são apontados como integrantes do grupo criminoso, com atuação no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro. Hupp é investigado como uma das lideranças da organização na cidade.

As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça da Comarca de Belmonte e incluem também o bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros dos investigados. Ao todo, 26 contas foram atingidas, com bloqueio inicial de cerca de R$ 3,8 milhões, visando interromper o fluxo financeiro ilícito, preservar provas e garantir o avanço das investigações.

De acordo com o Ministério Público, o grupo possui estrutura organizada, atuação interestadual e divisão de funções bem definida, sendo voltado principalmente ao tráfico de drogas e à lavagem de capitais, além de indícios de envolvimento em crimes violentos.

As investigações revelaram que a organização utilizava fintechs para lavar dinheiro — empresas de tecnologia financeira que oferecem serviços digitais, como contas bancárias online, transferências e pagamentos, muitas vezes com menos burocracia que bancos tradicionais. Por meio dessas plataformas, o grupo movimentava valores milionários provenientes do tráfico de drogas em diversos estados. Em apenas uma das fintechs investigadas, foi identificada uma movimentação superior a R$ 20 milhões.

Cerca de 70 policiais civis participam da operação, incluindo equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul) e da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (23ª Coorpin/Eunápolis), vinculadas à Polícia Civil da Bahia e ao Ministério Público do Estado da Bahia. A ação segue em andamento.

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