Ouça essa matéria:

A Polícia Civil elucidou o roubo majorado a um posto de combustíveis no centro de Eunápolis. A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), ligada à 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (23ª Coorpin).


O caso começou após o empresário e o gerente do posto procurarem a delegacia. Eles relataram que dois homens chegaram ao local em uma motocicleta e anunciaram o assalto sob grave ameaça.

Segundo a investigação, os suspeitos utilizaram uma motocicleta Honda Fan, de cor azul. Inicialmente, eles simularam interesse na compra de óleo para o veículo. Dessa forma, conseguiram se aproximar sem levantar suspeitas.

Em seguida, um dos criminosos rendeu o frentista sob a mira de uma pistola. Logo depois, obrigou a vítima a conduzi-lo até o escritório administrativo.

Já dentro da área de gestão, o assaltante afirmou que se tratava de uma “fita dada”. Com isso, demonstrou conhecimento prévio da rotina financeira do estabelecimento. Na sequência, exigiu a entrega de malotes com dinheiro.

Ao todo, os criminosos levaram cerca de R$ 14.276,00 em espécie.

Durante as diligências, a Polícia Civil identificou e interrogou um homem de 25 anos. Ele confessou a autoria do crime.

Além disso, os investigadores verificaram que o suspeito havia deixado o sistema prisional apenas cinco dias antes do assalto. Em depoimento, ele afirmou que recebeu informações sobre o dinheiro guardado no cofre de um articulador externo.

O suspeito apontou Rubens Lourenço dos Santos, conhecido como “Binho Zonhão”, como responsável por repassar os dados. No entanto, esse homem morreu no Rio de Janeiro durante a Operação Contenção.

Perícia e conclusão do inquérito

Paralelamente, o Departamento de Polícia Técnica realizou a perícia no local do crime. Os laudos confirmaram o uso de violência mecânica e o arrombamento para acesso às salas administrativas.

Com base nas provas reunidas, a autoridade policial formalizou o indiciamento. O suspeito responderá por roubo majorado, com agravantes de concurso de pessoas e uso de arma de fogo de uso restrito, conforme o artigo 157 do Código Penal.

Atualmente, ele permanece preso à disposição da Justiça.

Por fim, a Polícia Civil da Bahia reforçou o compromisso com o enfrentamento qualificado à criminalidade e a proteção da sociedade contra delitos patrimoniais.