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A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quinta-feira (7), a Operação Columbia e prendeu suspeitos de integrar um grupo criminoso especializado em estelionato, falsificação de documentos e fraudes eletrônicas em diferentes estados do país.


A Delegacia Territorial de Itagimirim, vinculada à 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Eunápolis), coordenou a operação. Além disso, equipes das 5ª e 7ª Coorpins, sediadas em Valença e Ilhéus, participaram da ação com apoio das Polícias Civis de Minas Gerais e Santa Catarina.

Ao todo, os policiais cumpriram dois mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão na Bahia, Minas Gerais e Santa Catarina. Durante as diligências, as equipes apreenderam celulares, computadores e documentos ligados ao esquema criminoso.

Os agentes prenderam José Raimundo Santos Oliveira e Gilberto Rodrigues de Almeida. No entanto, o investigado Ronan Yago Wiethorn não apareceu nos endereços alvo da operação e agora é considerado foragido.

As investigações começaram depois que a empresa Columbia Exploração Mineral Ltda registrou boletins de ocorrência por cobranças relacionadas a negociações desconhecidas. Em seguida, a Polícia Civil identificou que criminosos se passavam por representantes da empresa para fechar compras fraudulentas com fornecedores de várias regiões do Brasil.

Segundo a apuração, o grupo utilizava documentos falsificados, ordens de compra fraudulentas e assinaturas falsas do administrador da empresa. Além disso, os suspeitos usavam números de telefone cadastrados em nome de terceiros para dificultar a identificação dos envolvidos.

Depois de concluir as negociações ilícitas, os investigados indicavam transportadoras específicas para retirar os produtos. Em seguida, desviavam as mercadorias para endereços diferentes dos informados nas compras.

Entre os materiais obtidos pelo grupo estão cabos elétricos, fibras ópticas, artigos técnicos industriais e pneus. Até o momento, o prejuízo identificado pela investigação ultrapassa R$ 1,5 milhão.

Diante das provas reunidas durante a apuração, a Polícia Civil solicitou medidas cautelares à Justiça. Por isso, o Judiciário autorizou os mandados de prisão e busca e apreensão contra os principais investigados.

A Polícia Civil continua as investigações para identificar outros envolvidos no esquema criminoso.