
A polícia prendeu 11 indígenas suspeitos de atirar contra duas turistas gaúchas na Praia da Barra do Cahy, localizada no município de Prado. O ataque aconteceu na manhã de terça-feira (24), durante um passeio das vítimas pela região.
As turistas, de 55 e 57 anos, são naturais de São Leopoldo e estavam hospedadas na Pousada Corumbau. Elas decidiram visitar a praia e, durante o trajeto, homens armados cercaram o veículo. Em seguida, o grupo abriu fogo contra as vítimas.
Segundo o marido de uma das turistas, cerca de 20 homens participaram da ação. Além disso, ele afirmou que os suspeitos não fizeram qualquer pergunta antes dos disparos. Como resultado, vários tiros atingiram o carro.
Logo após o ataque, equipes da Polícia Militar da Bahia iniciaram buscas na região. Pouco tempo depois, os policiais localizaram e prenderam 11 suspeitos. Entre eles está o cacique Mãdý Pataxó, que, segundo moradores, lidera o grupo.
Além das prisões, as investigações avançaram rapidamente. Conforme as apurações progrediram, alguns dos detidos confessaram participação direta nos disparos. Dessa forma, os investigadores conseguiram novas informações sobre o ataque.
Com base nos depoimentos e nas diligências, as forças de segurança ampliaram as buscas. Como consequência, os policiais encontraram armas de fogo enterradas em uma área de mata fechada, próxima ao local do crime.
Durante a operação, os agentes apreenderam duas espingardas calibre 12, um rifle calibre 38, dois revólveres calibre 38 e aparelhos celulares. Além disso, a perícia vai analisar o material apreendido. Assim, os investigadores pretendem confirmar a ligação das armas com o ataque.
Turistas foram socorridas de helicóptero
Após o ataque, equipes de resgate socorreram as vítimas. Em seguida, um helicóptero levou as duas mulheres para o Hospital de Base de Porto Seguro, em Porto Seguro.
Apesar da gravidade da situação, os médicos confirmaram que elas estão estáveis. Portanto, nenhuma das vítimas corre risco de morte.
Agora, a Polícia Civil continua a investigação. Além disso, os agentes analisam provas e depoimentos. Por fim, as autoridades pretendem esclarecer a motivação do crime e responsabilizar todos os envolvidos.