
A Polícia Civil recuperou um iPhone 15 furtado dentro de uma faculdade de medicina em Eunápolis. Além disso, a corporação identificou a autora do crime após investigação da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/DEIC/23ª Coorpin).
O furto aconteceu no dia 4 de maio de 2026. Segundo a polícia, uma estudante de 18 anos deixou o celular sobre uma cadeira no segundo andar da instituição enquanto fazia uma avaliação acadêmica. No entanto, ao sair da prova, ela percebeu o desaparecimento do aparelho.
Logo depois, a vítima entregou aos investigadores as coordenadas de GPS do smartphone. O sinal indicava uma residência no bairro Jardim das Acácias, em Eunápolis.
Na quinta-feira (7), policiais civis foram até o endereço informado e encontraram uma estudante de 23 anos. Conforme a investigação, ela estudava na mesma turma da vítima e participou da mesma prova. Durante o exame, os alunos precisaram deixar os pertences do lado de fora da sala.
Inicialmente, a suspeita negou participação no crime. Porém, após conversa com os investigadores, ela confessou que pegou o aparelho. Em seguida, afirmou que jogou o celular pela janela do apartamento em direção a um terreno baldio nos fundos do prédio, porque temia a repercussão do caso.
Depois disso, a equipe realizou buscas no terreno indicado e encontrou o iPhone 15 rosa. Os policiais apreenderam o aparelho e devolveram o celular à proprietária.
Além da confissão, a Polícia Civil identificou antecedentes criminais da suspeita. Em 2022, agentes prenderam a estudante no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, por tráfico internacional de drogas. Na ocasião, ela transportava sete quilos de cocaína.
O caso também chama atenção por causa da nova legislação sobre furto de celulares. A Lei nº 15.397 entrou em vigor no mesmo dia do crime e aumentou a pena para esse tipo de delito.
Antes da mudança, a Justiça enquadrava o crime como furto simples, com pena de um a quatro anos de prisão. Agora, a lei considera a prática como furto qualificado. Por isso, a punição passou para quatro a dez anos de reclusão.
A Polícia Civil interrogou a suspeita formalmente. Ela responderá pelo crime previsto no artigo 155, parágrafo 6º, inciso II, do Código Penal.