
A morte da produtora de eventos Juliana Guaraldi, de 39 anos, provocou grande comoção em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. Ela morava na Rua do Ipê, no bairro Mangabeira, em Arraial d’Ajuda, onde encontraram seu corpo na manhã da última sexta-feira (10).
Segundo as apurações iniciais, o corpo apresentava sinais de violência e já estava em avançado estado de decomposição. Por isso, a perícia indica que o crime pode ter ocorrido dias antes. Além disso, os peritos identificaram sinais de estrangulamento no pescoço, o que reforça a suspeita de feminicídio.
Equipes da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher foram até o local, realizaram os primeiros levantamentos e coletaram evidências. Enquanto isso, investigadores avançaram na identificação de possíveis envolvidos.
Durante a análise do imóvel, os policiais encontraram um documento em nome de Daniel Carlos Sobreira de Souza, de 41 anos, ex-companheiro da vítima. A partir disso, ele passou a figurar como principal suspeito.
Ao mesmo tempo, moradores relataram desentendimentos frequentes entre o casal. Com isso, os investigadores incluíram essas informações na linha de apuração.
Juliana e Daniel mantinham uma parceria profissional de cerca de 16 anos. Ela gerenciava a carreira do DJ, que atuava em eventos de alto padrão, principalmente em Trancoso.
Horas após a repercussão do caso, Daniel — conhecido como DJ Danka — publicou vídeos nas redes sociais negando qualquer envolvimento. Ele afirmou que não estava em Arraial d’Ajuda no momento do crime e declarou que poderia comprovar sua presença em Goiânia.
Além disso, ele comentou o fim do relacionamento e mencionou divergências profissionais. Ao mesmo tempo, criticou o que chamou de ataques e acusações nas redes sociais.

Suspeito é encontrado morto
No entanto, na manhã de domingo (12), Daniel foi encontrado morto em Goiânia. A família relatou que ele enfrentava problemas pessoais, incluindo questões emocionais e financeiras, e apontou a possibilidade de suicídio por ingestão de medicamentos.
Ainda assim, a causa da morte depende de confirmação oficial.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias da morte de Juliana. Paralelamente, os investigadores tentam entender se existe relação direta entre os dois casos.
Por fim, o episódio amplia o debate sobre violência contra a mulher e, ao mesmo tempo, levanta questionamentos sobre o impacto das redes sociais em investigações ainda em andamento.