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NUTRIÇÃO NA PRÁTICA

Saiba se é verdade ou mito que o açúcar pode viciar

O nutricionista Raville Cândido explica que existe uma quantidade de consumo de açúcar recomendado para cada idade, sexo e peso.
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Conheça as vantagens e cuidados a se tomar em relação ao açúcar (Foto: Flickr/ Marco Verch/ Creative Commons)

O açúcar é realmente viciante? Vamos descobrir hoje aqui na coluna Nutrição na Prática. Essa é uma questão que gera muita controvérsia e debate entre os especialistas. Alguns argumentam que o açúcar pode causar sintomas de dependência em animais e humanos, como aumento da fome, desejo, tolerância e abstinência. Outros afirmam que o açúcar não é uma droga e que não há evidências suficientes para classificá-lo como viciante.


O que se sabe é que o açúcar estimula a liberação de hormônios do bem-estar no cérebro, como a dopamina, o que pode levar ao reforço positivo do comportamento. Isso significa que quanto mais açúcar consumimos, mais prazer sentimos e mais queremos repetir a experiência. Além disso, o açúcar pode estar escondido em muitos alimentos processados, como refrigerantes, pães, bolos, biscoitos, molhos e sucos, o que aumenta o nosso consumo involuntário.

O consumo excessivo de açúcar pode trazer diversos problemas de saúde, como obesidade, diabetes, cáries, inflamação, envelhecimento precoce e doenças cardiovasculares. Por isso, é importante moderar a ingestão de açúcar e preferir fontes naturais, como frutas, que também contêm fibras, vitaminas e minerais.

A quantidade diária recomendada de açúcar pode variar de acordo com a idade, o sexo, o peso e a atividade física de cada pessoa. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que o consumo de açúcares livres (aqueles que são adicionados aos alimentos ou bebidas ou que estão naturalmente presentes em alguns produtos, como mel, xaropes e sucos) não ultrapasse 10% das calorias totais do dia. Isso significa que, em uma dieta de 2.000 calorias, por exemplo, o limite seria de 50 gramas ou 10 colheres (chá) de açúcar por dia.

Essa recomendação vale para adultos e crianças maiores de 2 anos. Para crianças menores de 2 anos, a OMS recomenda que não haja consumo de açúcares livres. Além disso, a OMS também indica que uma redução adicional para menos de 5% das calorias totais do dia pode trazer benefícios adicionais para a saúde, como prevenção de cáries e obesidade.

Para seguir essas orientações, é importante estar atento aos rótulos dos alimentos e bebidas que consumimos, pois muitos deles podem conter açúcares escondidos sob diferentes nomes, como frutose, glicose, dextrose, maltose, sacarose, xarope de milho, melado, entre outros. Também é recomendável reduzir o consumo de alimentos processados e ultraprocessados, que geralmente são ricos em açúcares, gorduras e sódio. Por fim, vale lembrar que o açúcar deve ser consumido com moderação e dentro de uma alimentação equilibrada e variada.

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