FURO31
GERAL

Câmara anula votação do PL que autorizava remanejamento orçamentário de 90% em Eunápolis

Pedido da Prefeitura era de 20% e votação foi feita sem seguir o próprio regimento interno
Ouça essa matéria:
Presidente da Câmara de Eunápolis decide anular aprovação do PL 001/21023 que autoriza 90% de remanejamento orçamentário (Foto: Renatinho /Oxarope)

Depois do parecer jurídico apontar falhas na tramitação, o presidente da Câmara de Vereadores de Eunápolis, Jorge Maécio (PP), decidiu anular as votações do projeto de lei 001/2023 que autorizava o Poder Executivo a remanejar até 90% da Lei Orçamentária de 2023. O que resultaria em 100% somando com 10% autorizados em votação no ano de 2022.


A decisão é uma resposta à dúvida levantada pelos vereadores Renato Bromochenkel (Avante) e Pedro Queiroz (Solidariedade) na sessão do dia 09 de fevereiro, data da abertura dos trabalhos legislativos deste ano, que pediram a anulação das sessões extraordinárias no dia 30 de janeiro e/ou a anulação da votação do projeto de lei 001/2023 em caráter de urgência ocorrida naquela data.

Vereadores Pedro Queiroz e Renato Bromochenkel (Foto: Tássio Loureiro)

Segundo o parecer jurídico (leia na íntregra), o projeto do Poder Executivo chegou com pedido de urgência e foi colocado para votação sem passar pela Comissão de Finanças, sem ter sido apresentado pela Mesa ou por 1/3 dos vereadores como perde o artigo 135 do regimento interno da Câmara. O documento diz ainda, que o pedido de urgência do Executivo não atende os requisitos exigidos pelo regimento.

O presidente, Jorge Maécio, também reconheceu um erro na porcentagem votada. “O projeto de lei enviado à Casa e aos vereadores (por e-mail) no prazo legal/regimental de cinco dias, constava o percentual de 20% a serem remanejados, como índice de aumento. Ocorre que no momento da leitura da ordem do dia, o projeto [modificado] passou a constar o percentual de 90% de forma clara negligenciando ordem expressa do Regimento Interno e da Lei Orgânica Municipal”. Explicou.

Ele destacou ainda que os vícios apurados são passíveis de anulação judicial como pretendiam os dois vereadores representantes, e como presidente da Casa pode antecipar-se e declarou nulas as votações do dia 30 de janeiro, que aprovou por 14 votos contra dois o PL 001/2023.

Nada impede de que a Câmara volte a apreciar Projeto de Lei de cunho semelhante, desde que atentados os requisitos legais.

Mais lidas

Carregando notícias...

ÚLTIMAS NOTÍCIAS >

Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.