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Candidatos que não obtiveram votos podem ser investigados por suposta fraude eleitoral em Itabela

Em Itabela, dois candidatos a vereador não obtiveram voto, fato que levantou suspeitas das autoridades
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(Foto: Resultados. TSE)

Em Itabela, a candidata a vereador Derenilta Ferreira da Silva (Republicanos) não obtive nenhum voto nas últimas eleições. A ausência de votos, inclusive da própria, levantou suspeitas de que a candidatura possam ter sido fictícia, configurando um possível caso de candidatura “laranja”.


Derenilta, de 53 anos, está sendo investigada pela Justiça Eleitoral sob a suspeita de fraude envolvendo o uso de sua candidatura para cumprir a cota de gênero. A legislação eleitoral brasileira exige que 30% das candidaturas sejam de um dos gêneros, com o objetivo de promover a participação feminina na política. Contudo, o uso de candidaturas “laranjas”, sem engajamento real, tem sido um problema recorrente.

No caso de dela, a suspeita foi reforçada pela ausência de votos, incluindo o seu próprio. Além disso, não há registro de sua participação em eventos de campanha, nem de materiais de divulgação. A candidata também não apresentou sua prestação de contas, o que é obrigatório por lei. Esses fatores levam as autoridades a investigar se a candidatura foi meramente formal, sem intenções reais de concorrer ao cargo.

(Foto: Resultados. TSE)

Além Derenilta, segundo a Justiça Eleitoral, o candidato João Arrabal (Avante) também não obteve nenhum voto. Embora haja informações de que João Arrabal teria desistido da disputa, a falta de votos também levanta dúvidas sobre a veracidade de sua candidatura.

Se comprovado que as candidaturas de Derenilta e João Arrabal foram fraudulentas, as consequências podem ser severas, especialmente para o partido Republicanos. Toda a chapa do partido, incluindo o vereador eleito Alex da Pax, pode ser prejudicada. Alex, que foi vereador mais bem votado da eleição, corre o risco de perder a vaga, e suplentes de outros partidos podem ser convocados.

A prática de candidaturas fictícias tem sido alvo de uma fiscalização mais rigorosa da Justiça Eleitoral, que busca coibir fraudes no uso da cota de gênero. A legislação tem como objetivo fortalecer a participação feminina, mas casos como os de Derenilta e João Arrabal enfraquecem a confiança no sistema e podem resultar na cassação de chapas inteiras, como já ocorreu em outros municípios brasileiros.


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