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O litoral sul da Bahia alcançou um marco histórico no início de 2026. Somente em janeiro e fevereiro, o Programa de Monitoramento de Quelônios contabilizou 9.411 filhotes de tartarugas marinhas que nasceram e chegaram ao mar com sucesso.


A Veracel Celulose mantém o programa e executa o trabalho técnico por meio do Instituto Mamíferos Aquáticos. Ao longo de 35 quilômetros entre as praias de Belmonte e Guaiú, as equipes monitoram ninhos, protegem áreas de desova e orientam moradores e turistas.

Além disso, o acompanhamento atende às exigências ambientais do Terminal Marítimo de Belmonte e integra a estratégia de sustentabilidade da companhia.

“Alcançar esse número de filhotes em apenas dois meses é gratificante. Nossas ações de proteção garantem um ambiente mais seguro para que o ciclo da vida se complete”, afirma o coordenador de Meio Ambiente da Veracel, Tarciso Andrade Matos.

Temperatura da areia define sexo dos filhotes

Após a desova, os ovos permanecem na areia por 45 a 60 dias. Durante esse período, a temperatura exerce papel decisivo no desenvolvimento das tartarugas.

Quando a areia ultrapassa 30 °C, nascem mais fêmeas. Por outro lado, temperaturas abaixo de 29 °C favorecem o nascimento de machos. Portanto, pequenas variações climáticas podem influenciar diretamente o equilíbrio das populações no futuro.

Duas décadas de atuação no litoral baiano

A Veracel monitora o litoral há 20 anos. Nesse período, a empresa contribuiu para o nascimento de milhares de tartarugas na região. Paralelamente ao trabalho nas praias, a companhia mantém um centro de reabilitação que trata animais encontrados feridos ou debilitados.

Ao mesmo tempo, a empresa investe em iniciativas socioambientais e recebeu reconhecimento da Great Place to Work como uma das melhores empresas para trabalhar no Brasil, além de ocupar a terceira posição na Bahia em 2025.

Recomendações para turistas

Como a temporada reprodutiva coincide com maior fluxo de visitantes, especialistas reforçam orientações simples que fazem diferença:

  • Mantenha pelo menos 20 metros de distância de fêmeas e ninhos;
  • Evite lanternas e flash durante a noite;
  • Não acenda fogueiras na areia;
  • Recolha todo o lixo antes de deixar a praia;
  • Mantenha animais domésticos longe das áreas de desova.

Dessa forma, moradores e turistas ajudam a aumentar as chances de sobrevivência dos filhotes e fortalecem a preservação do ecossistema marinho no sul da Bahia.