
O desvio da BR-101, próximo à ponte sobre o Rio Jequitinhonha, ficou quase intransitável após as fortes chuvas que atingiram a região. O trecho, usado principalmente por caminhões e carretas de grande porte, não possui pavimentação e acumula lama e buracos, dificultando a passagem e gerando longos congestionamentos.
Além disso, a estrada não recebe manutenção desde que a empresa responsável encerrou o contrato, o que agravou ainda mais as condições precárias do trajeto.
A falta de manutenção e o terreno escorregadio provocam congestionamentos e atoleiros em diversos pontos do desvio. Carretas e caminhões chegam a ficar atravessados na pista, bloqueando o tráfego por horas.
Em alguns trechos, máquinas precisam remover os veículos atolados para liberar a passagem. Vídeos nas redes sociais mostram cenas de caminhões presos; em um relato, um motorista afirmou ter levado quase 22 horas para percorrer um trecho crítico.
A LCM Construção, que executava os serviços de manutenção, encerrou o contrato com o DNIT. Dessa forma, a Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) reassumiu a responsabilidade pelo trecho estadual.
A Polícia Rodoviária Estadual informa que a Veracel tem prestado apoio emergencial, ajudando a retirar caminhões atolados. No entanto, a medida não garante a fluidez e a segurança do tráfego.
Ponte do Rio Jequitinhonha
A ponte sobre o Rio Jequitinhonha conecta o sul da Bahia a outras regiões do Nordeste. Em 2025, autoridades interditaram totalmente a estrutura por problemas estruturais. Desde a retomada do tráfego, a ponte funciona sob monitoramento e recebe intervenções contínuas.
Paralelamente, o DNIT constrói uma nova ponte ao lado da existente. Até agora, os blocos de fundação estão concluídos e os pilares estão em elevação. A superestrutura ainda não começou a ser instalada.
A nova travessia terá 510 metros de extensão e pistas duplicadas, com previsão de conclusão ainda este ano.
O governo federal investe R$ 104 milhões na reabilitação da ponte atual e na construção da nova estrutura. Além disso, R$ 22 milhões destinam-se à operação, conservação e manutenção do desvio usado pelos caminhoneiros.