
O presidente da Associação São João Batista, em Itabela, Ionan Galo Toscano, possui um histórico de denúncias por comportamento agressivo. O dirigente da Casa dos Idosos, que recentemente foi acusado de agredir uma médica durante um plantão no Hospital Frei Ricardo, já havia se envolvido em um caso semelhante em 2015, quando foi acusado de invadir uma residência e agredir uma moradora no bairro Irmã Dulce.
De acordo com o site Giro de Notícias, em setembro de 2015, a dona de casa Zenaide Braga dos Santos, então com 29 anos, procurou a imprensa para denunciar que havia sido ofendida e empurrada por Ionan Galo após ele arrombar a porta de sua residência.

Segundo a vítima, ela e o companheiro, Lucinei Santos Rocha, decidiram ocupar uma casa abandonada pertencente à Associação São Francisco de Assis, localizada no bairro Irmã Dulce, por não possuírem moradia própria.
O imóvel estava em condições precárias e passou por uma reforma custeada pelo casal, no valor aproximado de R$ 4 mil. Após cerca de 30 dias de obras, a família se preparava para se mudar quando, na manhã de um sábado (23/09), Ionan apareceu com um caminhão de mudança e ordenou que outra família ocupasse o local.
Diante da negativa da moradora em abrir a porta, Ionan chutou a fechadura, invadiu a casa, proferiu palavras de baixo calão e empurrou a mulher. O caso foi denunciado à polícia.
Na época, Zenaide declarou que Ionan agia de forma autoritária e ameaçava outras famílias que viviam no conjunto habitacional.
“Ele diz que é um lugar para pessoas carentes, mas quer receber R$ 20 mil por cada casa. Quem não aceita é ameaçado ou expulso”, afirmou a moradora.
Quase uma década depois, Ionan Galo voltou a protagonizar um episódio de violência — desta vez dentro do Hospital Frei Ricardo, em Itabela.
Durante um plantão médico, ele teria agredido uma médica após desentendimentos sobre a documentação de óbito de uma idosa de 83 anos, residente da Casa dos Idosos Giuseppe Aras, instituição administrada pela associação presidida por ele.
A profissional registrou boletim de ocorrência e relatou ter sido empurrada e agredida no pescoço e nas mãos, após Ionan invadir o setor de atendimento exaltado e gritando.
O caso gerou forte repercussão no município e reacendeu questionamentos sobre a conduta do dirigente.