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Ministra dos Povos Indígenas visita áreas de conflito em Porto Seguro

O objetivo da visita foi ouvir as lideranças indígenas e buscar uma maior articulação do Estado da Bahia e municípios para enfrentar a questão.
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Ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, durante visita em Porto Seguro (Foto: Ascom – MPI)

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, esteve nesta terça-feira (20) no extremo sul da Bahia visitando áreas de conflito na região. O objetivo da visita foi ouvir as lideranças indígenas locais e buscar uma maior articulação com as prefeituras e o governo do estado da Bahia para enfrentar a questão.


“Juntos vamos tentar cessar essa violência e trazer tranquilidade aos territórios indígenas e preservar nossas lideranças”, disse a ministra.

A comitiva, que passou por Porto Seguro, com um ato no Marco de Resistência do Povo Pataxó, Eunápolis e pelos territórios indígenas de Barra Velha e Cumuruxatibá, contou com a presença da presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, com a secretária de Gestão Ambiental e Territorial Indígena, Ceiça Pitaguary e com o diretor de Mediação e Conciliação de Conflitos Fundiários Indígenas, Marcos Kaingang. Participaram, também, representantes do governo da Bahia e Defensoria Pública do estado da Bahia.

Durante a visita, a ministra explicou sobre os encaminhamentos do gabinete de crise do povo Pataxó, instituído em janeiro e prorrogado até maio, liderado pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI), para acompanhar a questão da violência na região, após a morte de dois indígenas da etnia Pataxó no fim de janeiro, na região de Itabela.

A ministra também transmitiu a mensagem de que apesar das dificuldades ainda enfrentadas, os povos indígenas têm angariado conquistas, que são resultado direto da luta em busca de maior autonomia e participação nos espaços de tomada de decisão.

“Foram 523 anos para ter uma presidenta indígena na Funai, 523 anos para ter o primeiro Ministério dos Povos Indígenas. Demorou muito tempo, mas mesmo assim, com a gente ocupando vários espaços, ainda somos muito subjugados por parceiros nossos, por gente que se diz aliado, que está junto, mas que não acredita na nossa capacidade”, concluiu a ministra.

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