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Ação integra operação que investiga suspeitas de irregularidades em contrato de R$ 15,5 milhões para fornecimento da merenda escolar.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21), a Operação Merenda Digna, que investiga possíveis irregularidades no uso de recursos públicos destinados à alimentação escolar no município de Ilhéus. Entre as cidades que receberam ações da corporação está Itagimirim.


Ao todo, a PF cumpre 14 mandados de busca e apreensão em órgãos públicos, endereços de servidores, empresários e sedes de empresas investigadas. Além de Itagimirim, os agentes também atuam nos municípios de Ilhéus, Camaçari e Lauro de Freitas.

Mandados foram cumpridos em cidades baianas durante a Operação Merenda Digna

Além disso, a operação acontece com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). As investigações começaram em 2025 e buscam esclarecer possíveis irregularidades em uma contratação emergencial para o fornecimento de alimentos destinados à merenda escolar.

Investigação aponta suspeita de sobrepreço

Investigação apura possíveis irregularidades em contrato milionário da alimentação escolar

Segundo a Polícia Federal, o contrato investigado movimenta aproximadamente R$ 15,5 milhões. Além disso, os investigadores identificaram indícios de direcionamento da contratação e possível acordo entre empresas participantes do processo.

A PF também aponta suspeita de sobrepreço superior a R$ 1,7 milhão. De acordo com a apuração, alguns itens da merenda escolar apresentaram valores acima dos preços normalmente encontrados no varejo.

Além disso, os investigadores destacam que compras em grande escala costumam gerar custos menores. Por isso, a diferença entre os valores chamou a atenção das equipes responsáveis pela investigação.

Investigação apura possíveis irregularidades em contrato milionário da alimentação escolar

A Justiça autorizou o cumprimento dos mandados após pedido apresentado pela Polícia Federal e manifestação favorável do Ministério Público Estadual.

Enquanto isso, a PF continua a análise dos materiais apreendidos durante a operação. Os investigados poderão responder por crimes como contratação direta ilegal, frustração do caráter competitivo do processo licitatório, associação criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva.