
O prefeito de Guaratinga, Rafael Gandhi, anunciou nesta segunda-feira (15) que o povoado de Monte Alegre foi contemplado com a implantação do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Rural. A iniciativa é resultado de um financiamento conjunto com o Governo da Bahia e tem como objetivo ampliar o alcance da política de assistência social na zona rural do município.
Durante o anúncio, o gestor destacou o apoio do Estado para a viabilização do equipamento. “Guaratinga foi contemplada com o cofinanciamento do CRAS Rural. O CRAS que irá para o povoado de Monte Alegre. Quero agradecer à secretária de Assistência e Desenvolvimento Social da Bahia, Fábia Reis, e ao governador Jerônimo Rodrigues”, afirmou o prefeito.
Logo após o anúncio, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social deu mais detalhes à reportagem do FURO31 explicando que o CRAS Rural de Monte Alegre contará com um prédio alugado, onde será instalada a unidade, além de uma equipe própria para atender de forma permanente as demandas do povoado e das comunidades do entorno.
O CRAS Rural integra o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e segue as mesmas diretrizes do CRAS tradicional, que atua predominantemente em áreas urbanas. Ambos ofertam serviços como o acompanhamento de famílias por meio do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), orientações sobre benefícios sociais, inclusão e atualização do Cadastro Único, além de atividades socioeducativas e ações de convivência e fortalecimento de vínculos comunitários.
De acordo com a gestão municipal, a chegada do CRAS Rural representa uma conquista para as comunidades do campo, ao garantir maior presença do poder público e facilitar o acesso das famílias aos serviços socioassistenciais, reduzindo a necessidade de deslocamento até a sede do município.
A principal diferença entre o CRAS tradicional e o CRAS Rural está na forma de organização do atendimento. Enquanto o modelo urbano atende populações concentradas em bairros da cidade, o CRAS Rural é estruturado para alcançar comunidades mais distantes e dispersas, considerando as dificuldades de deslocamento e as especificidades da zona rural. Por isso, o atendimento pode ser realizado em uma unidade fixa estrategicamente localizada ou por meio de equipes itinerantes.